a gramática do tempo  –  (JUPLIN JONES)

das dúvidas que carrego nos passos
a mais cruel é a do uso do compasso:

como criar círculos para compor a medida
para o movimento dos ponteiros?

assim, na dúvida, construo
o des-curso do rio:
a correnteza sobe sem pressa

na gramática do tempo talvez é verbo.

I.  a casa

(que mora no sonho
sonambulo: parede
emassada verbalizando cores)

é desconstruída

um quadro

(também desconstruído pelo tempo, amarelado)

repousa sobre as paredes – do sonho.

“não pode acordar. pode se assustar e morrer”
dizia tia santa

diza tia santa

na sanha de saber os passos

do que lesmeia a casa

II.  de tudo uma sina:

o prego

(o quase invisível na aquarela)

perdura

 

 

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